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Setembro Dourado: por que o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento certo salvam vidas no câncer infantojuvenil
Entenda o que é o Setembro Dourado, os números do câncer infantojuvenil no Brasil e por que, em casos como o neuroblastoma, o medicamento certo nem sempre está disponível no país e o que fazer nesse cenário.
9/2/20263 min ler


Setembro é o mês do laço dourado símbolo mundial de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. A campanha existe para lembrar pais, professores e profissionais de saúde de uma estatística que muda vidas: segundo a Estimativa 2026 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 7.560 novos casos de câncer em crianças e adolescentes por ano entre 2026 e 2028. Embora represente apenas cerca de 3% de todos os diagnósticos oncológicos do país, o câncer infantojuvenil segue sendo a principal causa de morte por doença não acidental nessa faixa etária.
O dado mais importante, porém, é este: a taxa média nacional de cura gira em torno de 64%, mas nas regiões Sul e Sudeste esse número já chega a 70-75%. A diferença não está na doença está no acesso: à informação, ao diagnóstico precoce e, muitas vezes, ao tratamento certo no momento certo.
Os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil
As leucemias lideram os diagnósticos, seguidas por tumores do sistema nervoso central e linfomas. Depois desse grupo, aparecem tumores mais específicos como o neuroblastoma, o tumor de Wilms, o retinoblastoma e os osteossarcomas, cada um exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica própria. É justamente em um desses casos mais específicos que este artigo quer se aprofundar, porque ele ilustra bem um problema que vai além do diagnóstico: o do acesso ao medicamento indicado.
O caso do neuroblastoma: quando dois medicamentos parecidos têm destinos regulatórios diferentes
O neuroblastoma é o tumor sólido extracraniano mais comum na infância, representando entre 8% e 10% de todos os tumores pediátricos. Nos casos classificados como alto risco, a fase de manutenção do tratamento costuma incluir um anticorpo monoclonal direcionado ao antígeno GD2, presente na superfície das células do neuroblastoma.
O detalhe que poucas famílias conhecem é que existem dois medicamentos diferentes com esse mesmo alvo terapêutico e cada um seguiu um caminho regulatório distinto no Brasil:
Qarziba (dinutuximabe beta), desenvolvido pelo consórcio europeu SIOPEN, foi aprovado pela EMA em 2017 e obteve registro na Anvisa em 2021. Em 2025, o Ministério da Saúde determinou sua incorporação ao SUS para a fase de manutenção do neuroblastoma de alto risco, com prazo de até 180 dias para oferta na rede pública.
Unituxin (dinutuximabe), desenvolvido pela americana United Therapeutics e aprovado pelo FDA em 2015 — anos antes do Qarziba na Europa, não possui registro na Anvisa até hoje. Para pacientes cuja indicação clínica aponta especificamente para esse medicamento, a única via de acesso é a importação excepcional, com evidências científicas robustas que justifiquem seu uso em detrimento do similar já disponível no país.
Na prática, isso significa que duas crianças com o mesmo diagnóstico e a mesma indicação terapêutica podem estar diante de dois caminhos de acesso completamente diferentes um mais direto, outro que depende de importação e, com frequência, de judicialização.
Por que essa distinção importa tanto
Em oncologia pediátrica, sobretudo em casos de alto risco, o tempo entre a indicação médica e o início efetivo do tratamento pode influenciar diretamente o desfecho clínico. Quando o medicamento prescrito não tem registro no Brasil, a família já lidando com o peso emocional do diagnóstico do filho ainda precisa navegar por um processo regulatório que exige documentação técnica robusta, muitas vezes com apoio jurídico.
Como funciona a importação nesses casos
Quando a indicação médica recai sobre um medicamento sem registro na Anvisa, como o Unituxin, a importação para uso pessoal segue o que estabelece a RDC nº 81/2008: prescrição médica detalhada, evidências científicas que sustentem a indicação clínica específica, fornecedor internacional homologado e toda a documentação regulatória necessária. Por se tratar de um biológico, os cuidados com cadeia fria e rastreabilidade durante o transporte são igualmente indispensáveis.
O papel da Rare Pharma
A Rare Pharma acompanha casos de câncer infantojuvenil em que o medicamento indicado não está registrado no Brasil ou não está disponível pela via pública, oferecendo suporte completo em importação de medicamentos de alta complexidade com fornecedores homologados, acompanhamento farmacêutico e documentação técnica que também auxilia advogados e defensorias públicas em processos judiciais.
Se você é pai, mãe ou profissional de saúde acompanhando um caso de neuroblastoma ou outro câncer infantojuvenil com indicação de medicamento não disponível no Brasil, fale com a Rare Pharma.
Fale com o nosso time e entenda as opções de acesso para o seu caso. Conheça também todos os medicamentos que já ajudamos a importar e como funciona nosso processo.
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